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Carlos Geraldes

Engenheiro Eletrotécnico, Investigador e Docente na área da Inteligência Artificial aplicada à Medicina.

Doutorado em Ciências da Vida – Saúde das Populações (Bioestatística), começou a sua atividade profissional no Ministério da Administração Interna, estando na base da concepção do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) nos finais dos anos 90. Foi Chefe de Divisão de Informática e Telecomunicações até 2016.

Militante do Partido Socialista desde 1992. Foi dirigente da Juventude Socialista no concelho de Lisboa até ao ano 2000.

Membro do Secretariado da secção temática Defesa, Segurança e Soberania do Partido Socialista.

“Muito se fala de meritocracia nos dias de hoje, mas verifica-se que muitos dos que falam sobre esse tema são exatamente os que praticam a antítese do conceito. Escudados por detrás de interesses particulares, o “profissional da política” de hoje apresenta-se como alguém que transformou a palavra Democracia num lugar comum. Na realidade, e em privado, defende um elitismo no mau sentido, em circuito fechado, baseado no sobrenome, na dinastia, no dinheiro, enfim, na capacidade do tráfico de influências.

Esta realidade pode ser mitigada com a introdução da verdade democrática pela atualização das metodologias de sufrágio existentes e que já se encontram desatualizadas desde o virar do século.

De entre essas metodologias é de destacar o papel das primárias, que escrutinam e legitimam democraticamente os candidatos, assim como a clarificação do papel do independente, que faz todo o sentido num espaço eleitoral próprio, mas não num espaço partidário. Isto porque, o racional por detrás de um Partido prende-se com a comunhão dos seus princípios éticos, que representa um contrassenso à definição de independente, e pior ainda, representa uma fraude eleitoral. É por isso que o estatuto de simpatizante faz todo sentido em ser introduzido nos estatutos do PS, para dar a possibilidade aos que querem comungar com a ética do Partido sem ser necessária a sua inscrição como militante.

O escrutínio democrático mete medo a muita gente, e em especial quem pertence à nomenclatura. A esses, o saudoso Camarada Mário Soares dizia “quem tem medo compre um cão”. O que me leva a aderir a este movimento, para além dos valores já referidos, é também o facto de ser constituído por espíritos livres, na defesa dos valores reais da democracia, sem que tenham necessidade de comprar um cão para o fazer.”

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